Porque os sacos plásticos que a minha empresa usa estão sempre com as paredes coladas e são difíceis de abrir?

Empresas interessadas em fornecer
cartuchos de toner para o Banco do Brasil
Há algum tempo atrás estava na cidade de São Paulo vistoriando empresas e como havia uma solicitação de uma empresa de outra cidade também do estado de São Paulo, e como tinha tempo livre aproveitei minha estada e fui visita-la.
Lembre-se que estas vistorias eram realizadas sem aviso prévio, para evitar que as empresas pudessem montar o circo.
Nesse tipo de instalação – recondicionamento de cartuchos de toner – as máquinas são pequenas, podendo ser transportadas facilmente de um lugar para outro.
Essa empresa, na sua documentação, indicava a existência de três equipamentos de limpeza, equipamento imprescindível para um produto final de boa qualidade.
Ao chegar à cidade e por estar sozinho, passei primeiro na agência do BB e conversei com o gerente explicando o que estava fazendo na cidade e perguntando sobre a possibilidade de algum funcionário da agência poder me acompanhar na visita.
O Gerente prontamente atendeu à minha solicitação e pediu para um dos funcionários do cadastro me acompanhar na visita com a vantagem de que ele conhecia a cidade e sabia onde ficava o endereço.
Chegamos na empresa e pedi para falar com a pessoa descrita como responsável na documentação enviada ao BB.
Fomos informados de que a pessoa estava ocupada no momento, mas que seriamos atendido dentro de alguns minutos.
Após muitos e muitos minutos de espera, cobrei novamente o atendimento explicando, dessa vez, com um pouco mais de energia, o motivo de nossa visita.
Dessa vez, ouvimos alguém correndo pelo andar de cima e logo surgiu um dos responsáveis pela empresa para nos atender.
Expliquei o motivo da visita e pedi autorização para fotografar as dependências da empresa e fomos para uma das salas internas onde nos reunimos com mais algumas pessoas da empresa.
Informei, em detalhes, os motivos da minha visita e o nível de exigência do Banco do Brasil na área de cartuchos de toner recondicionados e passei algumas informações sobre as especificações técnicas do BB.
Ao começar a visita, fomos informados de que a empresa possuía dois endereços e que algumas partes da produção eram realizadas no outro endereço. Por experiência, sei que esse tipo de divisão não funciona.
Fomos primeiro nas instalações do prédio onde estávamos que era a parte de armazenamento de insumos, produção dos cartuchos jato de tinta e algumas partes da produção dos cartuchos de toner.
A desorganização e a falta de limpeza das salas que vistoriamos era uma coisa impressionante, deixando claro que a empresa não tinha a menor condição de se tornar fornecedora do Banco do Brasil.
Mas a melhor parte ainda estava por vir. Na vistoria do outro prédio, onde deveriam estar instalados os três equipamentos de limpeza; não achamos nenhum deles. Aliás, vimos um, mas estava desligado e encostado em um canto.
Ao perguntarmos sobre os outros dois, um estava quebrado e o outro estava emprestado para uma empresa vizinha.
Na chegada a empresa, informamos que o BB não aceitava, em hipótese alguma, a simples recarga de cartuchos de toner e que a especificação técnica do BB exigia que os cartuchos fossem recondicionados.
Para quem não sabe a diferença; na recarga apenas pó de toner é acrescentado ao reservatório de pó do cartucho, enquanto no recondicionamento, o cartucho é totalmente desmontado, limpo e alguns dos componentes internos são obrigatoriamente substituídos. Neste caso, o resultado final é um cartucho novo.
Ao acompanharmos o processo de fabricação da empresa, constatamos que a empresa fazia recarga e não o recondicionamento e que alguns dos componentes críticos dos cartuchos, e que deveriam ter sido trocados no processo, não o foram.
Explicamos que o processo adotado pela empresa não era condizente com o nível de qualidade esperado pelo BB e informamos da impossibilidade de incluir a empresa como fornecedora do BB.